segunda-feira, 26 de novembro de 2012

19.09.2011
Eu estava na peça do Cassino quando entrou um cachorrinho de rua, feio e sujo, corrí com ele dalí, tive que atirar um chinelo nele, ele foi somente até a porta, tive que atirar outro chinelo, ele foi até a metade do páteo, tive que pegar um pedaço de pau para ele ir mais longe, foi quando cheguei perto do portão e este estava mal fechado, cheguei mais perto ainda, o cadeado estava solto, tentei fechar antes que um homem que estava saindo da cabana em frente chegasse no meu portão, o homem estava com as mãos para trás tipo algemadas, suspeitei dele, era um homem baixo cada vez mais perto e o portão cada vez mais escancarado, quando ele estava quase em cima de repente virou o Rafael, que insistiu que o cãozinho deveria ficar.
Então eu abri o portão e parei de correr com o cachorrinho, mas disse que não o queria dentro de casa, pelo menos. O Rafael quis até dar um nome para o cachorro e eu não queria que fosse outro nome, entrei em casa dizendo que eu tinha apelidado o cãozinho de "entradinha". Ele levou o cãozinho para uma casinha no meio do pátio e antes de sair disse que o nome dele, se eu não disse qual era, seria "Ismael".

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